Céus.
Pingam dos céus laivos de cor. Do azul, profundo e distante, sorri o branco que lancei à terra em tempos. Transforma-se, aos poucos, com o passar do ponteiro. E escurece. Torna-se um pouco mais sombrio mas ao mesmo tempo mais quente. Revisitam-me as memórias de quem já não me visita mais. Fazemos a vida depender de um olhar, de um sentido, de uma forma de estar. Olhamos à volta e percorremos o deserto de quem não acreditamos existir. Deixo a porta entreaberta porque estou seguro de que não haverá qualquer entrada, deixo de me esconder porque também já nada se esconde. Estou em paz. Alguma. Assim como o céu sobre mim.
4 Comments:
Sempre gostei muito do(s) céu(s), mas tendo a preferir a linha do horizonte. Além de singular, é o ponto em que o céu parece se fundir com a terra, ainda que seja o sítio que nunca alcançaremos.
É apenas um bom ponto de referência e algo agradável de se ver. O céu, por vezes, sufoca e ver os seus limites transforma-nos em seres maiores (ou menos menores).
Nada disse, mas eu mantenho esta minha capacidade de usar muitas palavras sem dizer nada. Há coisas que não mudam.
Abraço e boas contemplações do céu :)
Se até o céu tem limites, é mais fácil aceitar que nós também os temos e que, por vezes, não nos conseguimos ultrapassar. Obrigado, gostei muito desta visita. Afinal, alguém passou pela porta! :)
marcolino marcolino marcolino!!!
muuuitas saudades de ti e do porto....
queria sò dar um beijinho...
ate jà e fica bem**
Gosto muito dos textos que escreves =)
Continua a escrever, gosto muito!
Beijinho ^^
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